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Pequeno mapa gastronômico de São Paulo

Pedro Marques

24/01/2019 19h03

No meio desse mar de prédios, há muita coisa boa para provar (crédito: Arquivo Pessoal)

Nossa (nem sempre) querida São Paulo completa nesta sexta-feira 465 anos de existência. Volta e meia ela é chamada de "capital mundial da gastronomia", um título bem pomposo, porém impreciso. Cidades como Nova York, Londres e Paris, por exemplo, têm maior diversidade de restaurantes que a capital paulista. Ainda assim, São Paulo não faz feio e há cada vez mais bons lugares abrindo por aqui.

Por causa de sua dimensão gigantesca, os restaurantes foram se agrupando em algumas regiões. São os restaurantes japoneses na Liberdade, as cantinas da Moca e por aí vai. Inclusive, é possível dividir a cidade em alguns polos gastronômicos – o que ajuda bastante a navegar pela oferta e escolher onde sair. A seguir, uma divisão para entender melhor a gastronomia de São Paulo. Ela não é 100% completa, mas é um bom ponto de partida.

Bom Retiro
O bairro foi residência primeiro de imigrantes judeus e, mais recentemente, de sul-coreanos que se instalaram na cidade. Por isso mesmo, a oferta dessas duas cozinhas predomina por lá. Vale conhecer o New Shin La-Kwan, Seok Joung, Adi Shoshi Delishop, Casa Búlgara, e Doceria Burikiti.

Centro
Lar de restaurantes clássicos da cidade, como o La Casserole, O Gato que Ri e Ita, também tem recebido empreendimentos de cozinha mais moderna, como Casa do Porco, Conceição Discos e Esther Rooftop; bares como Kraut, Casa de Francisca e Barouche; e cafeterias como a Coffee Stories. Como a região recebe muitos imigrantes, é lá que se encontram casas com comidas africanas e muitas casas dedicadas a shawarma, a versão árabe do churrasco grego.

Itaim Bibi
É lá que estão endereços tradicionais da cidade como Freddy, Nagayama e Due Cuochi e as hamburguerias Joakin's e New Dog. Traz ainda uma oferta de lugares com ambiente e público mais arrumado, com destaque para as casas de comida italiana mais moderna, como Nino Cucina, Modern Mamma, Pomodori e Supra. Também fazem sucesso restaurantes japoneses, desde rodízios até o elogiado Ryo, que serve menus-degustação que variam de acordo com as estações do ano.

Jardins
Abriga alguns dos restaurantes mais caros e chiques da cidade, como D.O.M., Fasano, Ema, A Bela Sintra, Rodeio, Serafina, Capim Santo, Tordesilhas e Amadeus. São lugares com comida autoral de alto nível, preparada por um time de chefs renomado, e que cobram de acordo com o que é servido. A conta por pessoa facilmente passa dos R$ 200.

Liberdade/Aclimação
O bairro japonês de São Paulo é o lugar ideal para quem quer degustar sashimis e sushis da forma tradicional – destaque para o Sushi Yassu, inaugurado em 1972, e o Deigo, aberto em 1974. Há também bons endereços chineses: Banri, com mais de 30 anos, Chi Fu e Rong He, que ficou conhecido pela massa que é aberta e esticada na frente do cliente. Ali do lado, a Aclimação tem bons restaurantes coreanos, como o Bicol, Lua Palace e o tailandês Thai Chef.

Mooca
A região é conhecida pela farta oferta de pizzarias e cantinas italianas – afinal, foram os operários vindos da Terra da Bota que se fixaram por ali para trabalhar nas fábricas de São Paulo em meados do século 20. Cantina do Marinheiro, Don Carlini e as pizzarias do Ângelo, Ideal e São Pedro são queridinhas dos moradores da região. Nos últimos tempos, endereços mais moderninhos abriram: A Pizza da Mooca, Borgo Mooca, Hospedaria.

Pinheiros/Vila Madalena
Provavelmente a região mais eclética da cidade, é onde estão restaurantes com pegada mais descontraída e autoral. Entre os bons exemplos estão Arturito, Maní, Lilu, Fitó, Comedoria Gonzáles, Escandinavo, ChefVivi, Più, os izakayas (bares japoneses) Hirá, Matsu e Taka Daru. Na parte dos clássicos, há a cantina Gigio, o Consulado Mineiro e o português Ora Pois!

Sobre o autor

Pedro Marques já trabalhou em redações e restaurantes, viajou bastante pelo Brasil e pelo mundo para comer e beber bem e trabalha como jornalista de gastronomia desde 2010.

Sobre o blog

Aqui você fica sabendo sobre as coisas mais “daora” dos bares e restaurantes de São Paulo! E outras nem tão daora assim.